Problema 04Proteção de dados desde a conceção
O conhecimento paga-se em dados pessoais.
Detém mais do que devia, porque esse parecia ser o preço de saber alguma coisa.
Compreender a força de trabalho parece exigir registos nominativos, pelo que os dados pessoais dos colaboradores se acumulam - em sistemas, em exportações e em folhas de cálculo em portáteis individuais. A minimização dos dados e a limitação da finalidade dizem uma coisa. As exigências práticas da análise dizem outra. A tensão fica sem resolução, a exposição cresce no espaço entre elas, e cada cópia não contabilizada torna a promessa de confidencialidade menos credível para as pessoas de quem são os dados.
Como se manifesta
Por dentro, é assim que se vê
Dados pessoais que se espalham
O mesmo colaborador existe numa dúzia de lugares, vários deles uma folha que ninguém abriu desde que saiu quem a criou.
Conservação por omissão
Os registos sobrevivem à sua finalidade porque apagar é o projeto de alguém e a prioridade de ninguém, e guardá-los não custa nada de visível.
A análise como exportação
Cada pergunta respondida fora do sistema de referência cria mais uma cópia sem controlo, e na prática cada cópia é permanente.
Nenhuma avaliação por trás da análise
O tratamento acontece porque se revelou útil, não porque antes tenha sido estabelecido e registado um fundamento jurídico.
Quanto custa
Quanto lhe custa
Exposição que cresce com cada cópia, e perguntas que decide não fazer.
Um alcance que não consegue medir
Um incidente chega tão longe quanto chegam as cópias, e ninguém consegue afirmar com segurança até onde isso vai.
Pedidos de acesso a que não consegue responder por completo
É obrigado a divulgar tudo o que detém sobre alguém, o que exige primeiro saber tudo o que detém.
Análises que decide não fazer
Perguntas razoáveis ficam sem ser feitas porque o tratamento de dados que implicariam não é algo que quisesse defender.
O teste
Perguntas a que hoje devia conseguir responder
Se alguma destas levar mais do que um instante, a exposição não é teórica.
- Onde vivem realmente os dados pessoais dos colaboradores?
- Quais deles temos ainda direito a deter?
- Qual é o fundamento jurídico da nossa análise de pessoas?
- Conseguiríamos responder a estas perguntas sem nomes nenhuns?
- Se tivéssemos uma violação amanhã, o que estaria nela?
“Conhecimento e minimização são tratados como um compromisso. Só o são se aceitarmos os termos em que a pergunta foi colocada.”
Os outros quatro

