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Problema 03Aviso precoce

Só sabe quando já é demasiado tarde.

O risco chega como queixa, como saída ou como constatação de auditoria. Quase nunca como aviso.

Quase todos os riscos de pessoas se anunciam bem antes de acontecer. Uma autorização de trabalho aproxima-se da caducidade. Uma revisão escorrega. Um processo passa do seu marco. Uma queixa repetida começa a parecer um padrão. Nada disto está oculto e nada é súbito. Simplesmente não é tarefa de ninguém repará-lo, e a janela em que agir ainda teria sido discreto, barato e sem controvérsia fecha-se sem que alguém anote a data.

Como se manifesta

Por dentro, é assim que se vê

Nada se dá a conhecer por si

A informação já está num sistema. Fica lá à espera de que alguém se lembre de ir procurá-la.

A verificação é periódica; o risco não

Uma revisão trimestral significa até três meses de desvio descobertos de uma só vez - ou descobertos primeiro por alguém de fora da organização.

Datas conhecidas que chegam como emergências

Os prazos legais são visíveis anos antes e ainda assim chegam a correr, porque nada faz a contagem decrescente até eles.

Os padrões só se resolvem depois

A terceira queixa semelhante é o ponto em que se torna um padrão. É também, a essa altura, o ponto em que passa a ser comunicável.

Quanto custa

Quanto lhe custa

A mesma questão, avaliada em dois momentos muito diferentes.

As correções discretas tornam-se procedimentos formais

Detetado cedo, é uma conversa. Detetado tarde, é um procedimento, um rasto documental e possivelmente um terceiro.

As questões tornam-se incidentes

Uma caducidade que vê é um recado. Uma caducidade que lhe passou é um incumprimento, e já consta do relatório de alguém.

Uma confiança que não consegue justificar

O silêncio é lido como boa notícia. O pressuposto aguenta até ao momento, muito público, em que deixa de aguentar.

O teste

Perguntas a que hoje devia conseguir responder

Se alguma destas levar mais do que um instante, a exposição não é teórica.

  • O que está a sair dos carris neste momento?
  • Que obrigações vencem nos próximos noventa dias?
  • Onde estamos a contar que uma pessoa em concreto se lembre?
  • O que teríamos querido saber três meses antes da última queixa?
  • Se o mesmo começasse amanhã, como saberíamos?

Há quase sempre um momento em que o problema ainda era pequeno. A única questão é se, nessa altura, alguém estava a olhar para ele.

O Vero foi construído precisamente para este.
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